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domingo, 10 de janeiro de 2016

O Garoto à Procura de Paz

Ele andava lentamente pela rua: uma camisa qualquer mais uma bermuda qualquer e um par de havaianas. Com a cabeça baixa e os olhos lacrimejando. Estava cercado de pessoas, mas imerso no seu próprio mundo interior. Pensando em seus pensamentos; confuso com as suas próprias confusões; indeciso analisando as próprias indecisões. Incomodado com seu silêncio, mas barulhento demais para dizer qualquer coisa com clareza.
Ao virar a esquina da rua de sua casa, esbarrou em algo. Poderia ser um cachorro, um ladrão, um poste, um caminhão, um assassino. Só que não. Queria que fosse. Era apenas mais uma pessoa, com um rosto meigo e gentil.
-Não! –Sussurrou.
A pessoa franziu as sobrancelhas e olhou para o rosto dele com atenção. O garoto temia com todas as suas forças o que estava por vir. Olhou para os lados. Queria correr. Para onde? Não parecia saber.
-Você está bem, garoto? Você parece meio... –Aconteceu.
Oliver sentiu ondas salgadas e fortes vindas do seu oceano Tristânico, caindo pelo seu rosto e inundando sua face. Os lábios tremiam. As batidas do seu coração podiam ser escutadas a quilômetros de distância. Sua cabeça se tornou um tipo especial de bomba atômica: incapaz de ferir outras pessoas, mas capaz de explodir um mundo inteiro. O mundo dele.
Suas pernas fraquejaram e a pessoa segurou seu braço direito. Oliver a olhou nos olhos. Surpreso.
-O que você está fazendo? –Ele conseguiu dizer.
-O que você quer dizer? Venha. Senta aqui comigo. Vamos conversar. Quer um copo d’água?
-Isso não é real. Você não existe. –Ele bebia as suas próprias lágrimas a cada palavra.
-Garoto, se você se acalmar e conversar comigo, prometo que posso tentar te ajudar. Encontrar uma solução para o seu problema ou algo do tipo, só...
-Não, você não pode me ajudar. Você não pode me entender. Ninguém entende. Eu não entendo. –Ele chorava mais. Suas mãos pareciam estar sendo eletrocutadas. –Há várias soluções, mas nenhuma coragem para tomá-las. Me deixa em paz. ME DEIXA EM PAZ. –E ele correu.
A pessoa ficou surpresa. Levou a mão a boca se perguntando se deveria ir atrás dele ou, de fato, deixá-lo ir e ficar em paz. Paz. Paz. Paz. Paz. Paz. Paz. Aquela palavra ecoou no espaço e parece ter ficado entre eles até ele sumir de vista. E foi isso. Sumiu. Na verdade, tudo começou sumindo aos poucos. Seu sorriso, suas boas lembranças, seus amigos, sua família, sua vontade de viver, sua esperança, sua fé. Sua identidade. E por último, ele mesmo sumiu, do mundo dos vivos, pelo menos.
Algumas horas depois, a pessoa falava com a imprensa:
-Ele era só mais uma alma perturbada.
Que não encontrou PAZ.


Fim

Lianderson Ferreira

domingo, 19 de abril de 2015

Oitenta e Seis Anos

O sol nascera; os pássaros puseram-se a cantar e a acordar as pessoas do bairro com aquele som gracioso. As senhoras cumprimentavam-se na rua e abriam as janelas de suas casas para receber a luz daquele dia grandioso. O senhor Charlie também havia acordado. Calçou seus chinelos, escovou os dentes e lavou o rosto. Olhou-se no espelho: uma nova marca da idade tornava-se visível em seu rosto. Dirigiu-se à cozinha e preparou seu chá matinal. Subia as escadas enquanto levava o copo à boca.
     -Oscar, eu vou preparar o café da manhã. Levanta dessa cama senão você vai perder a aula. – Ele falou à porta do quarto de seu neto. – Oscar, você me ouviu?
     -Ouvi, vô. Desço em um minuto. – O garoto respondeu.
          Oscar se levantou de sua cama e caminhou sonolento ao banheiro. Lavou o rosto. Olhou-se no espelho: uma nova espinha aparecera. Tomou um banho e vestiu-se. Hora do café da manhã.
     -Você demorou. – Seu avô comentou para puxar assunto.
     -Não demorei não, vô. Desci rapidinho.
     -O que você vai fazer hoje após a escola?
     -Vou me encontrar com uns amigos. – Oscar falou, mordendo um pedaço de torrada, em seguida.
     -Mas, você estará em casa até às cinco? Lembre-se do nosso chazinho. E hoje não é apenas mais um chá qualquer, é o chá da tarde do dia do meu aniversário. –Senhor Charlie disse com um rosto de desapontamento.
     -Claro, vô, eu chegarei antes disso. Agora tenho que ir. –Oscar falou, pegando a mochila e levantando-se. Beijou a testa do seu avô e disse: -Feliz Aniversário, vô. Não é todo dia que se completa oitenta e seis anos. –Ele sorriu.
          Oscar era a única pessoa que tinha restado na vida de Charlie, assim como ele era a única família que Oscar tinha. Os dois eram, além de avô e neto, amigos, companheiros, irmãos.
          Na escola, a mesma nostalgia de sempre, nada novo: professores chatos, aulas chatas...
Oscar esperava ansiosamente pelo momento em que encontraria seus amigos.
O sinal tocou. No portão, Ruth, Leanne, Max, Tom e Tylar.
     -Olá, pessoal. –Oscar disse ao encontrá-los.
     -E aí, para onde vamos? –Ruth perguntou.
     -Há uma festa dois quarteirões daqui, num pub muito conhecido. Já devem estar nos esperando. Vamos? –Tylar falou.
     -Vamos lá. –Responderam.
       Festa. Alegria. Diversão. Bebidas. Músicas. Danças. Sorrisos. Bebidas. Comidas. Apresentações. Brincadeiras. Bebidas. Cigarros. Cigarros. Bebidas. Bebidas.
          Algumas estrelas já eram notáveis no céu; a lua aparecia timidamente, saindo de trás de nuvens escuras. E a festa continuava. Nada importava, estavam ali apenas para se divertir. Nada importava.
          Onze da noite.
     -O dia foi muito divertido com vocês. –Oscar falou.
     -Então a gente repete tudo semana que vem. –Max disse gargalhando.
     -Tchau, pessoal. –O garoto gritou, acenando para os seus amigos.
          Oscar pegou a chave no bolso e ao colocá-la na fechadura, percebeu algo: a porta estava aberta. “Que estranho”, pensou.
Era quase meia-noite e seu avô ainda não havia fechado a porta? Ele adentrou. As luzes estavam apagadas. Pensou em subir para o quarto, mas precisava de um copo d’água. Ligou a luz da sala e lá estava ele, de costas e sentado numa poltrona: seu velho e amado avô.
     -Vô? Por que o senhor ainda não foi dormir? –Oscar perguntou, aproximando-se lentamente. Vendo que não houve resposta, ele voltou a falar: - Vô? –Nada se ouvia.
          Oscar olhou para a mesinha da sala e, sobre a mesma, um bolo com uma vela derretida em cima, alguns biscoitos e uma xícara de chá frio. Olhou de volta para o seu avô, ele segurava outra xícara, seus olhos estavam abertos e, na sua face, uma lágrima secava.
Foi nesse momento que Oscar entendeu tudo: havia perdido. Perdido o aniversário do seu melhor amigo, perdido o octogésimo-sexto aniversário do seu companheiro, perdido os últimos momentos do seu irmão, mas, acima de tudo, havia perdido a chance de dizer adeus, de dizer as poucas palavras que teriam feito toda a diferença para aquele grande homem que tanto admirava: “Vô, eu te amo!”.

Lianderson Ferreira

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Passos

       Por volta das onze badaladas do relógio, numa noite sombria, sem lua, nem estrelas, eu voltava para casa após um longo e cansativo dia de trabalho, caminhando por uma rua escura e, aparentemente, deserta. O Silêncio era gritante. Seria possível ouvir alfinetes caírem ao chão. Até que, de repente, eu ouvi passos. Passos fortes e apressados, como quando se quer alcançar alguém.
       Eu olhava para trás, o barulho pausava e eu nada via. Continuei andando, dessa vez um pouco menos lento. E o barulho dos passos recomeçava. O que seria aquilo? Eu não estava nem um pouco curioso para descobrir. Apressei-me. E os passos ocultos acompanharam meu ritmo. Eu corri. Não sabia do que estava fugindo, mas algo me dizia que eu tinha de correr. Tão rápido quanto eu fosse capaz. Os passos também o fizeram. Gritei.
       Eu consegui correr mais rápido ainda. Aquela rua parecia nunca ter fim. Nenhum carro, nenhuma casa. Apenas os passos e eu.
       Parei por um segundo, tomei fôlego e tentei ouvir os passos. Nem precisei me esforçar tanto, eles continuavam firmes e cada vez mais apressados. O que seria aquilo? Indaguei-me novamente. Mas os passos se aproximavam. Não conseguiria manter o ritmo por muito tempo. Eu cambaleei, tropecei inúmeras vezes, mas eu sabia que não podia parar. O barulho estava cada vez mais alto, mais forte, mais perto. Os passos haviam me alcançado. Então, subitamente, eu caí da cama. E Acordei!

Lianderson Ferreira

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Clare

       Clare é uma garota intrigante que eu conheci durante uma das minhas viagens ao redor do mundo; ela tem olhos estonteantes, os quais me hipnotizaram desde a primeira vez que eu a vi. Talvez ela tenha dez ou onze anos... Eu não tenho certeza da idade dela, mas eu posso dizer que ela não parece ter apenas aquela idade. Ela tem sabedoria e conhecimento inacreditáveis que tornam a sua alma cem anos mais experiente. Ela tem uma pele branca, um longo cabelo preto e um sorriso curioso que está sempre no seu rosto.
        Eu a conheci quando eu estava voltando para o meu hotel após um passeio na praia de Youghal, na Irlanda. Ela estava sentada em uma pequena praça brincando com uma das suas bonecas e, de repente, ela se levantou e começou a me encarar com uma expressão curiosa.
        -Ei pequenino, o que você está fazendo aqui? –Ela me perguntou. Eu fiquei surpreso com aquela atitude e levei alguns segundos para responder.
         -Oh, pequenino? –Eu sorri. –Eu estou voltando para o meu hotel!
        -Não, você não entende minha pergunta, o que você está fazendo aqui? –Ela repetiu com um sorriso.
       -Pequena, o que você quer dizer com isso? –Naquele momento, eu estava bem confuso.
        -Você sabe, eu tenho certeza. Eu estou me perguntando por que você viajou tão longe para encontrar algo que você pode encontrar dentro de você mesmo. –Ela olhou para mim calmamente e gesticulou para eu sentar ao lado dela.
       -O que eu estou procurando? –Ela continuou a brincar com a boneca dela. Depois de um longo tempo em silêncio, ela me encarou novamente com aqueles olhos que me hipnotizavam e respondeu calmamente.
       -Eu senti um vazio dentro de você desde o primeiro dia que você chegou nessa cidade. Eu tentei descobri o porquê. Eu não pude ver nada, exceto uma alma solitária procurando um lugar para ficar em paz. Na verdade, antes de te ver, eu senti que eu tinha o compromisso de mostrar-lhe um modo de encontrar essa paz. –Ela pegou um pouco de areia, sorriu novamente e jogou a areia em uma pequena poça. –Venha ver a mágica, pequenino! –Eu levantei rapidamente e me ajoelhei perto de Clare. –Você vê a mágica?
       -Desculpe, mas eu não vejo nada a não ser água e areia.
       -Esse é o seu problema, você está sempre procurando paz, mas você não entende que a paz está em tudo que pode ficar em harmonia com a natureza. Veja... –Ela repetiu o que ela tinha feito. –Olhe através da água, mesmo com a visita inesperada dos grãos de areia, depois de algum tempo, ela consegue se ajustar ao seu ritmo calmo novamente. Está tudo ligado à aceitação, a água está em paz porque ela aceita o que quer que venha, bom ou ruim. Quando ela aceita, os intrusos se tornam parte de seu reflexo. –Eu assisti à água enquanto ela soluçava. Quando eu olhei para o meu lado, a garotinha tinha ido embora, deixando apenas a sua boneca perto do monte de areia. Depois de algum tempo processando o que tinha acontecido, eu peguei a boneca e vi que estava escrito: “pertence à Clare”...
      Sem dúvida, Clare foi uma das melhores coisas que já aconteceu comigo. Eu estou dizendo isso porque, em alguns minutos, ela criou dentro de mim um sentimento marcante e ela me deu a forma de encontrar minha paz sozinha. Ela me trouxe mais que tudo e, de alguma forma, ela me ensinou como ver as coisas com outros olhos, talvez com olhos estonteantes...


Esse conto foi escrito por uma das minhas alunas, Maryna Viana,
como forma de avaliar o uso da língua para expressar
os seus sentimentos de uma maneira criativa.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Morra, Demônio!

Ele o odiava. Na verdade, eles se odiavam. Estava certo? Aquilo não era considerado pecado? Não importa. Não havia qualquer sentimento bom envolvido no relacionamento entre os dois. Viviam sob o mesmo teto, sempre se encontrando no meio da sala de estar ou na cozinha, eles precisavam suportar um ao outro. Eles eram tão diferentes. Ter que ver aqueles rostos com o qual nenhum deles poderia lidar era horrível.
Certa noite, após outra briga diária, o garoto se trancou no quarto, enraivecido. Não suportava mais aquilo. Pensava em diversos meios para acabar com aquela tortura e mandar aquele ser de volta para as sombras, lugar de onde ele nunca deveria ter saído. A voz daquele monstro, seu rosto, sua forma de andar, suas roupas, tudo irritava o pobre garoto. Principalmente, saber que ainda respiravam o mesmo ar e que habitavam o mesmo mundo. Não! Não havia lugar para os dois, só um poderia viver.
O tempo passava. A madrugada chegou rápido. E o garoto ainda estava acordado. Não conseguia dormir, não com aquele bicho respirando no quarto ao lado. Ele desceu da cama, ficou de pé, abriu a porta do quarto e direcionou-se ao aconchego do monstro. Ao abrir a porta, lá estava ele. Dormindo tão confortavelmente como o demônio o faz no inferno. A raiva tomou conta do garoto e, junto com ela, surgiu uma ideia, ao mesmo tempo tão fria e tão excitante.
Caminhou lentamente até a cozinha da casa. Não podia fazer barulho. Acendeu o fogão, pegou uma panela cheia de água e colocou para esquentar. Esperou ansiosamente.
-Tempo, maldito tempo, fizestes com que eu esperasse bastante e eu pensei que você iria dar um jeito nisso, mas não o fizestes. Não se preocupe, isso acaba agora. –O menino suspirou olhando para o teto.
Apanhou um pano que estava no chão, apagou o fogo e pegou a panela com cuidado. Caminhava lentamente, muito lentamente, tentando evitar até mesmo respirar, para ter certeza de que nada pudesse acordar o demônio do seu sono profundo. Empurrou a porta usando um dos seus pés, adentrou, encarou, pela última vez, aquele rosto que nunca mais seria o mesmo, aquele demônio que iria encontrar os seus amigos no inferno.
De repente, em um movimento rápido, derramou a água quente no ouvido do ser adormecido, espalhando-a por toda a cabeça. O demônio acordou. Deu um grito fraco e rápido, calando-se com a quantidade de água que entrara em sua boca. O garoto sorriu alto e sentiu um alívio, um alívio fantástico e confortável, mesmo após ter matado o seu próprio pai.

Lianderson Ferreira

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

"Palavra é Arte"


Hello, mates!

      Decidi criar esse post para falar um pouco sobre o livro que mencionei anteriormente. Bem, como iniciativa de um projeto do autor Gilberto Martins em associação com a Cultura Editorial, o projeto "Palavra é Arte" reúne um conjunto de autores de diversas regiões do Brasil para publicar textos do gênero conto, crônica e prosa poética numa antologia destinada ao auxílio no ensino em escolas públicas e privadas.
     Após receber o convite para participar de uma das edições, enviei cinco dos meus contos para serem publicados; uma vez que a obra prioriza a diversidade temática, cada conto tem sua particularidade: "Oitenta e Seis Anos" foi o texto que o autor Gilberto Martins leu na minha conta no Recanto das Letras e que desenvolveu o interesse do mesmo pela minha narrativa; eu escrevi esse texto inspirado na música "I'll never forget you" da cantora britânica Birdy e o conto foi o escolhido como o primeiro da antologia. "A Jovem de Preto", "Viúva Negra" e "Romance no Cemitério" possuem temáticas distintas que vão desde suicídio à crítica implícita em relação ao preconceito. "Pensamentos de um Cão" é um conto cujo título sugere duas interpretações e pode confundir o leitor, uma vez que, devido ao tipo de afeição que eu tenho por temas mais sombrios, macabros,  relacionados a terror e suspense, o leitor pode interpretar o "Cão" como algo ruim; contudo, o conto segue um outro enredo totalmente desvinculado desse tipo de abordagem. "Pensamentos de um Cão" foi o conto escolhido para fechar a obra.
      Dada a variedade de autores de diferentes locais do país, uma publicação oficial do livro se torna inacessível, sendo assim, fica a cargo de cada autor organizar um evento para publicar o livro no seu estado, assim como, também, fica a cargo dos escritores a venda do livro. Sendo assim, se tiver qualquer interesse em adquirir a obra, você pode enviar um email para ferreiralianderson@gmail.com ou deixar um comentário.

PS.: Gostaria de agradecer bastante a todos que curtiram a minha página no facebook ( https://www.facebook.com/Professorliandersonferreira ) e que visualizaram o blog. Obrigado por estarem apoiando o início de algo tão importante para mim.

Thank you very much,
See you soon!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Entendendo os "Porquês"

Olá, pessoal!!

     Bem, nessa primeira postagem, eu gostaria de focar um pouco nos "porquês" para a criação desse blog, como pretendo usá-lo e qual o objetivo, para que, dessa forma, os futuros leitores entendam a essência do blog.
     Recentemente, alguns acontecimentos mudaram bastante minha forma de pensar e influenciaram diretamente nos meus anseios. Um desses acontecimentos diz respeito a um convite que recebi de uma editora para publicar oficialmente alguns dos meus contos numa antologia que visa auxiliar no ensino em escolas públicas e privadas por meio da escrita criativa. Sendo assim, aceitei participar do projeto e publiquei cinco contos nessa obra, sendo dois deles escolhidos para introduzir e concluir a antologia.
     Porém, um outro motivo que me incentivou a criar esse blog está relacionado com o desejo de compartilhar diferentes pontos de vista sobre temas distintos e por meio de formas variadas, abrindo um espaço para expor e pôr em discussão esses tópicos, contribuindo, talvez, para a formação de leitores e seres humanos com mentes mais abertas.
     Pretendo, também, fazer desse blog um espaço para publicar trabalhos desenvolvidos junto com meus alunos, assim como textos de amigos e leitores, sejam contos, fan fictions ou qualquer outra forma de expressão. Por esse motivo, será bastante comum a alternância no idioma das postagens, uma vez que, como professor de língua inglesa, meus alunos vão desenvolver trabalhos utilizando a língua alvo.
    Enfim, espero conseguir tornar esse blog um espaço amplo para compartilhar bastante coisa diferente, legal e divertida, visando o entretenimento, mas também a reflexão.
I hope you like it.
See you!