sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A Fallen Angel

Well... First of all, I’m the narrator and you shall never know who I am, you don't need to see my outside to know in deep what I am from the inside. I'm going to tell you a story about an angel, a fallen one, to be specific. Don't you worry, he's fallen but he's not mean at all! You must be wondering "why is he fallen if he isn't a bad angel?" and now you must comprehend that intense love can also take you away from your path and it isn’t a bad thing. From the beginning:
Miguel wasn’t very tall, actually, pretty short... Tiny eyes, his skin tone was gold and bright as the colour of his eyes, he would be an ordinary angel, if he didn’t have those beautiful and big wings that could take him anywhere he wanted to. But the most important thing about him is that, besides the beauty, he was usually concentrated in something good, he was always trying to find his love, he didn't want something or someone to call his, he wanted something or someone to fill his empty and good heart and that is when the story begins…
It was a normal day in his life, he was flying around and meeting new people until the moment he saw a pretty girl, but she wasn’t like the others that he had ever seen, those red cheeks and those eyes got him as easily as stealing a child’s candy. He couldn’t let her go without talking to her, he tried to approach several times, but the girl didn’t notice the angel and that made Miguel realise that the girl wasn’t okay, that she wasn’t protected, she needed his attention.
He followed her for fifteen days in a row and he found out that she has always been putting herself in troubles and that she had a secret place, a random place with trees and sand; he also found a way to contact her: he left a part of his feather every day that she was there, but he knew that, by doing that, he would lose his life as an angel and he would become a human and that was what happened. His fall was so big that he also lost his powers, therefore he was a fallen angel without any power, he could be seen but couldn’t be felt… Then, he was the one who needed someone to help him; the girl, for the first time, felt his presence and helped him.
Thus, he learned a lesson with her, he’s never needed a love to see him, he has always needed someone to feel his presence.

This short story was written by one of my students, Rebeca Bivar,
as a way to evaluate the use of the English language
to express her feelings in a creative way.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Clare

       Clare é uma garota intrigante que eu conheci durante uma das minhas viagens ao redor do mundo; ela tem olhos estonteantes, os quais me hipnotizaram desde a primeira vez que eu a vi. Talvez ela tenha dez ou onze anos... Eu não tenho certeza da idade dela, mas eu posso dizer que ela não parece ter apenas aquela idade. Ela tem sabedoria e conhecimento inacreditáveis que tornam a sua alma cem anos mais experiente. Ela tem uma pele branca, um longo cabelo preto e um sorriso curioso que está sempre no seu rosto.
        Eu a conheci quando eu estava voltando para o meu hotel após um passeio na praia de Youghal, na Irlanda. Ela estava sentada em uma pequena praça brincando com uma das suas bonecas e, de repente, ela se levantou e começou a me encarar com uma expressão curiosa.
        -Ei pequenino, o que você está fazendo aqui? –Ela me perguntou. Eu fiquei surpreso com aquela atitude e levei alguns segundos para responder.
         -Oh, pequenino? –Eu sorri. –Eu estou voltando para o meu hotel!
        -Não, você não entende minha pergunta, o que você está fazendo aqui? –Ela repetiu com um sorriso.
       -Pequena, o que você quer dizer com isso? –Naquele momento, eu estava bem confuso.
        -Você sabe, eu tenho certeza. Eu estou me perguntando por que você viajou tão longe para encontrar algo que você pode encontrar dentro de você mesmo. –Ela olhou para mim calmamente e gesticulou para eu sentar ao lado dela.
       -O que eu estou procurando? –Ela continuou a brincar com a boneca dela. Depois de um longo tempo em silêncio, ela me encarou novamente com aqueles olhos que me hipnotizavam e respondeu calmamente.
       -Eu senti um vazio dentro de você desde o primeiro dia que você chegou nessa cidade. Eu tentei descobri o porquê. Eu não pude ver nada, exceto uma alma solitária procurando um lugar para ficar em paz. Na verdade, antes de te ver, eu senti que eu tinha o compromisso de mostrar-lhe um modo de encontrar essa paz. –Ela pegou um pouco de areia, sorriu novamente e jogou a areia em uma pequena poça. –Venha ver a mágica, pequenino! –Eu levantei rapidamente e me ajoelhei perto de Clare. –Você vê a mágica?
       -Desculpe, mas eu não vejo nada a não ser água e areia.
       -Esse é o seu problema, você está sempre procurando paz, mas você não entende que a paz está em tudo que pode ficar em harmonia com a natureza. Veja... –Ela repetiu o que ela tinha feito. –Olhe através da água, mesmo com a visita inesperada dos grãos de areia, depois de algum tempo, ela consegue se ajustar ao seu ritmo calmo novamente. Está tudo ligado à aceitação, a água está em paz porque ela aceita o que quer que venha, bom ou ruim. Quando ela aceita, os intrusos se tornam parte de seu reflexo. –Eu assisti à água enquanto ela soluçava. Quando eu olhei para o meu lado, a garotinha tinha ido embora, deixando apenas a sua boneca perto do monte de areia. Depois de algum tempo processando o que tinha acontecido, eu peguei a boneca e vi que estava escrito: “pertence à Clare”...
      Sem dúvida, Clare foi uma das melhores coisas que já aconteceu comigo. Eu estou dizendo isso porque, em alguns minutos, ela criou dentro de mim um sentimento marcante e ela me deu a forma de encontrar minha paz sozinha. Ela me trouxe mais que tudo e, de alguma forma, ela me ensinou como ver as coisas com outros olhos, talvez com olhos estonteantes...


Esse conto foi escrito por uma das minhas alunas, Maryna Viana,
como forma de avaliar o uso da língua para expressar
os seus sentimentos de uma maneira criativa.

sábado, 25 de outubro de 2014

Clare

Clare is an intriguing girl who I met during one of my trips around the world; she has dizzying eyes which have mesmerized me since the first time I saw her. Maybe she is ten or eleven… I am not sure about her age, but I can say that she does not seem to be only that age. She has an unbelievable wisdom and knowledge that make her soul a hundred years more experienced. She has a white skin,  long black hair and a curious smile that is always on her face.
I met her when I was coming back to my hotel after a walk at Youghal beach, in Ireland. She was sitting at a small square playing with one of her dolls and suddenly she stood up and started staring at me with a curious expression.
- Hey little, what are you doing here? – She asked me. I was surprised with that attitude and it took me a few seconds to respond.
-Oh, little? – I smiled -  I’m coming back to my hotel!
- No, you don’t understand my question, what are you doing here? –She repeated with a smile.
- Little, what do you mean by this? – At that moment, I was very confused.
-You know, I'm sure. I'm wondering why you have travelled so far to find something that you can find within yourself – She looked at me quietly and gestured at me to sit by her side.
-What I’m looking for? – She continued to play with her doll. After a long time in silence, she stared at me again with those eyes that mesmerized me and answered quietly.
- I felt some emptiness inside you since the first day you arrived in this town. I tried to figure out why. I couldn't see anything but a lonely soul looking for a place to be in peace. Actually, before I saw you, I felt that I was committed to show you a way to find this peace. – She picked up some sand, smiled once again and threw the sand in a small pond. – Come see the magic, little! - I got up quickly and got down on my knees next to Clare. – Do you see the magic?
- Sorry, but I can’t see anything unless water and sand.
-That’s your problem, you’re always looking for peace, but you don’t understand that peace is in everything that can be in harmony with nature. See… - She repeated what she had done before. – Look through the water, even with the unexpected visit of the sand grains, after some time, it manages to suit its calm rhythm again. It's all about acceptance, the water is in peace because it accepts whatever comes, good or bad. When it accepts, the intruders become part of its reflection. - I watched the water while she sobbed. When I looked at my side, the little girl had gone, leaving only her doll near the small mound of sand. After some time processing what had happened, I got the doll and saw that it was written: "belongs to Clare”...
Without a doubt, Clare was one of the best things that has ever happened to me. I’m saying this because in a few minutes she created inside me an outstanding feeling and she gave me the way to find my peace by myself. She brought me more than everything and somehow she taught me how to see the things with other eyes, maybe dizzying eyes…


This short story was written by one of my students, Maryna Viana,
as way to evaluate the use of  the English language
to express her feelings in a creative way.




quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Morra, Demônio!

Ele o odiava. Na verdade, eles se odiavam. Estava certo? Aquilo não era considerado pecado? Não importa. Não havia qualquer sentimento bom envolvido no relacionamento entre os dois. Viviam sob o mesmo teto, sempre se encontrando no meio da sala de estar ou na cozinha, eles precisavam suportar um ao outro. Eles eram tão diferentes. Ter que ver aqueles rostos com o qual nenhum deles poderia lidar era horrível.
Certa noite, após outra briga diária, o garoto se trancou no quarto, enraivecido. Não suportava mais aquilo. Pensava em diversos meios para acabar com aquela tortura e mandar aquele ser de volta para as sombras, lugar de onde ele nunca deveria ter saído. A voz daquele monstro, seu rosto, sua forma de andar, suas roupas, tudo irritava o pobre garoto. Principalmente, saber que ainda respiravam o mesmo ar e que habitavam o mesmo mundo. Não! Não havia lugar para os dois, só um poderia viver.
O tempo passava. A madrugada chegou rápido. E o garoto ainda estava acordado. Não conseguia dormir, não com aquele bicho respirando no quarto ao lado. Ele desceu da cama, ficou de pé, abriu a porta do quarto e direcionou-se ao aconchego do monstro. Ao abrir a porta, lá estava ele. Dormindo tão confortavelmente como o demônio o faz no inferno. A raiva tomou conta do garoto e, junto com ela, surgiu uma ideia, ao mesmo tempo tão fria e tão excitante.
Caminhou lentamente até a cozinha da casa. Não podia fazer barulho. Acendeu o fogão, pegou uma panela cheia de água e colocou para esquentar. Esperou ansiosamente.
-Tempo, maldito tempo, fizestes com que eu esperasse bastante e eu pensei que você iria dar um jeito nisso, mas não o fizestes. Não se preocupe, isso acaba agora. –O menino suspirou olhando para o teto.
Apanhou um pano que estava no chão, apagou o fogo e pegou a panela com cuidado. Caminhava lentamente, muito lentamente, tentando evitar até mesmo respirar, para ter certeza de que nada pudesse acordar o demônio do seu sono profundo. Empurrou a porta usando um dos seus pés, adentrou, encarou, pela última vez, aquele rosto que nunca mais seria o mesmo, aquele demônio que iria encontrar os seus amigos no inferno.
De repente, em um movimento rápido, derramou a água quente no ouvido do ser adormecido, espalhando-a por toda a cabeça. O demônio acordou. Deu um grito fraco e rápido, calando-se com a quantidade de água que entrara em sua boca. O garoto sorriu alto e sentiu um alívio, um alívio fantástico e confortável, mesmo após ter matado o seu próprio pai.

Lianderson Ferreira

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Die, you devil!

      He hated him. Actually, they hated one another. Was that right? Wasn’t it considered as a sin? It doesn’t matter. There wasn’t any kind of good feeling involved with their relation. They lived under the same ceiling, always meeting in the middle of the living room or the kitchen, they needed to bear each other. They were so different. Having to see those faces that none of them could deal with was awful.
     In some evening, after another daily fight, the boy locked himself in the bedroom, mad. He couldn’t bear that anymore. He thought of several ways to end that torture and send that being back to the shadows, the place which he should have never left. That monster’s voice, his face, his walking, his clothes, everything bothered the poor boy. Mainly, knowing that they still breathed the same air and inhabited the same world. NO! There was no place for both, only one could survive.
     The time passed by. The dawn came out quickly. And the boy was still awake. He wasn’t being able to sleep, not with that beast breathing in the next room. He got off his bed, made himself be standing, opened the door and went straightforwardly to the monster’s place. As soon as the boy opened the other door, he was there: sleeping so comfortably as the devil does in hell. All that anger controlled him and, along with it, an idea came out of the blue, so cold and so exciting at the same time.
       He walked smoothly towards the kitchen of the house. He couldn’t be noisy. He lit the cooker, got a pan full of water and warmed it. He waited anxiously.
         -Time, damn freaking time, you made me wait a lot and I thought you would fix that for me, but you didn’t. Don’t worry, nevertheless, this ends now. –The boy whispered staring at the roof.
      He picked up some cloth from the ground, unlit the fire and carried the pan carefully. He walked slowly, very smoothly, trying to avoid breathing in order to make sure that nothing could wake the devil up from his deep sleep. He pulled the door using one of his feet, went in, stared at, for the last time, that face which would never be the same again, that devil who was going to meet his mates in hell.
     Suddenly, in a swift motion, he poured out the warm water into the sleeping being’s ear, spreading it for all over his head. The devil woke up. He screamed weakly and quickly, shut his mouth up with the amount of water which entered into his mouth. The boy laughed out loud and felt relieved, a fantastic and comfortable relief, even after killing his own dad.

Lianderson Ferreira

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

"Palavra é Arte"


Hello, mates!

      Decidi criar esse post para falar um pouco sobre o livro que mencionei anteriormente. Bem, como iniciativa de um projeto do autor Gilberto Martins em associação com a Cultura Editorial, o projeto "Palavra é Arte" reúne um conjunto de autores de diversas regiões do Brasil para publicar textos do gênero conto, crônica e prosa poética numa antologia destinada ao auxílio no ensino em escolas públicas e privadas.
     Após receber o convite para participar de uma das edições, enviei cinco dos meus contos para serem publicados; uma vez que a obra prioriza a diversidade temática, cada conto tem sua particularidade: "Oitenta e Seis Anos" foi o texto que o autor Gilberto Martins leu na minha conta no Recanto das Letras e que desenvolveu o interesse do mesmo pela minha narrativa; eu escrevi esse texto inspirado na música "I'll never forget you" da cantora britânica Birdy e o conto foi o escolhido como o primeiro da antologia. "A Jovem de Preto", "Viúva Negra" e "Romance no Cemitério" possuem temáticas distintas que vão desde suicídio à crítica implícita em relação ao preconceito. "Pensamentos de um Cão" é um conto cujo título sugere duas interpretações e pode confundir o leitor, uma vez que, devido ao tipo de afeição que eu tenho por temas mais sombrios, macabros,  relacionados a terror e suspense, o leitor pode interpretar o "Cão" como algo ruim; contudo, o conto segue um outro enredo totalmente desvinculado desse tipo de abordagem. "Pensamentos de um Cão" foi o conto escolhido para fechar a obra.
      Dada a variedade de autores de diferentes locais do país, uma publicação oficial do livro se torna inacessível, sendo assim, fica a cargo de cada autor organizar um evento para publicar o livro no seu estado, assim como, também, fica a cargo dos escritores a venda do livro. Sendo assim, se tiver qualquer interesse em adquirir a obra, você pode enviar um email para ferreiralianderson@gmail.com ou deixar um comentário.

PS.: Gostaria de agradecer bastante a todos que curtiram a minha página no facebook ( https://www.facebook.com/Professorliandersonferreira ) e que visualizaram o blog. Obrigado por estarem apoiando o início de algo tão importante para mim.

Thank you very much,
See you soon!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Entendendo os "Porquês"

Olá, pessoal!!

     Bem, nessa primeira postagem, eu gostaria de focar um pouco nos "porquês" para a criação desse blog, como pretendo usá-lo e qual o objetivo, para que, dessa forma, os futuros leitores entendam a essência do blog.
     Recentemente, alguns acontecimentos mudaram bastante minha forma de pensar e influenciaram diretamente nos meus anseios. Um desses acontecimentos diz respeito a um convite que recebi de uma editora para publicar oficialmente alguns dos meus contos numa antologia que visa auxiliar no ensino em escolas públicas e privadas por meio da escrita criativa. Sendo assim, aceitei participar do projeto e publiquei cinco contos nessa obra, sendo dois deles escolhidos para introduzir e concluir a antologia.
     Porém, um outro motivo que me incentivou a criar esse blog está relacionado com o desejo de compartilhar diferentes pontos de vista sobre temas distintos e por meio de formas variadas, abrindo um espaço para expor e pôr em discussão esses tópicos, contribuindo, talvez, para a formação de leitores e seres humanos com mentes mais abertas.
     Pretendo, também, fazer desse blog um espaço para publicar trabalhos desenvolvidos junto com meus alunos, assim como textos de amigos e leitores, sejam contos, fan fictions ou qualquer outra forma de expressão. Por esse motivo, será bastante comum a alternância no idioma das postagens, uma vez que, como professor de língua inglesa, meus alunos vão desenvolver trabalhos utilizando a língua alvo.
    Enfim, espero conseguir tornar esse blog um espaço amplo para compartilhar bastante coisa diferente, legal e divertida, visando o entretenimento, mas também a reflexão.
I hope you like it.
See you!